Cada pessoa escolhe o seu caminho de vida.
Pode ser ordinária, ou extraordinária.
O caminho ordináro é concreto,
sem mistérios, onde tudo é o que parece ser,
por assim dizer o cotidiano, a sobrevivência,
o trabalho, os interesses, enfim,
a vida tratada de forma objetiva,
onde tudo é útil, ou descartável.
O caminho extraordinário é mágico,
onde tudo é um milagre em potencial,
imponderável, onde cada coisa, acontecimento,
relação ou experência é um milagre,
com sentido e significados intrínsecos
profundos e amplos, que fogem à compreenção;
onde a evolução e a entropia
são aspectos que equilibrados
geram as formas de vida propriamente dita.
O livre arbitrio é a capacidade de distinguir
entre o que é e o que não é importante;
de escolher o bem ao mal,
de distinguir entre o que é evolução e o que é entrópico,
e ao mesmo tempo compreender
que a entropia é um aspecto inerente da evolução.
A arte, sendo um caminho de evolução da vida;
o artista um aspirante a filósofo,
é vivida a partir do enfoque estético e criativo, científico e místico.
A arte de viver, é a experiência da felicidade,
a habilidade de usar o livre arbitrio para
equilibrar as forças criativas e entropicas.
A arte, sendo o caminho do artista;
a sua obra, expressão dessa experiência,
dos valores humanos pela linguagem da estética,
inspira e faz peceber a profundeza da vida
ao mesmo tempo contumaz, algre e bela.
Eu escolhi a vida extraordinária.
Viver a partir da arte.
Onde o sentido da vida
reside na misteriosa experiênciada
do entusiasmo da descoberta.
Heráclio Silva
Fonte de inspiração: o livro "Nostalgia do Mestre Artesão" de Antonio
Santori Rugiu, o podcast "Rediscovering the Miraculous Nature of
Everyday Life" do Lama Marut e estudos filosóficos da Associação Cultural Nova Acropole.